segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Analfabetização digital e outros mitos: A distância entre micro e pequenas empresas e os serviços de e-banking no Brasil

A mais jovem mídia do mundo é, seguramente, a que mais se expande. A internet, atualmente, recebe a cada dia uma importância crescente em todos os campos de atividades, seja profissional, pessoal ou educacional. Essa importância é bastante visível e segundo a Ibope Nielsen online, o acesso em todos os ambientes já atinge 64,8 milhões de pessoas no Brasil (incluindo aí residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros), e o número de usuários ativos da rede no país subiu 10% em relação ao mês de julho/09, chegando a 36,4 milhões. Não somente pelo ritmo de crescimento nestes primeiros 14 anos da web comercial, mas principalmente pelo infindável leque de possibilidades de conteúdos e serviços disponíveis.

Uma das possibilidades mais importantes desses serviços são, sem dúvida, a utilização e aprimoramento do internet banking, ou a utilização dos serviços bancários via internet. Ele é responsável por várias mudanças de comportamento dos correntistas além de aprimorar a relação desses com seus bancos, chegando ao ponto de não freqüentarem as agências bancárias por meses ou até anos seguidos, servindo-se apenas dos serviços online para resolver seus problemas diários e utilizando dos terminais de auto-atendimento (ATMs) para saques financeiros.

Com relação ao número de micro e pequenas empresas no Brasil (MPEs) ele está em franca ascensão. Segundo o SEBRAE, atualmente, existem aproximadamente 5 milhões de MPEs e a expectativa de crescimento é bastante otimista podendo chegar a 8,8 milhões em 2015 (sendo 55% no comércio e 34% em serviços). Esta estimativa revela ainda que neste mesmo ano possa haver uma empresa para cada 24 pessoas no Brasil, aproximando dos índices europeus que, em 2000, apresentavam as seguintes taxas: Alemanha (23), França (24), Reino Unido (23) e Itália (14).

Mesmo com números animadores o uso de serviços de e-banking por parte do público MPEs não acompanha o ritmo de crescimento do canal e nem do setor. Esta dissertação tem o intuito de aprofundar o conhecimento da relação dos internautas com os serviços bancários via internet. Quais aspectos ou mitos são levados em conta para a não utilização: segurança, conveniência, tarifas, aproximação com a figura do “gerente” entre outros. Esse conhecimento passa também por entender o motivo que faz com que pouco mais de 50% de correntistas bancários utilizam os serviços via internet oferecido pelos bancos.

2 comentários:

  1. Muito bom, Daniel! O texto ficou bem introduzido, com desenvolvimento eficaz para mostrar a quem ñ entende deste assunto como ele é importante no seu cotidiano. Só no final, faltou a sua conclusão. E esta não é a sua dissertação: faltou uma adaptação do texto. Mas ficou muito jóia. Parabéns!

    Prof. Guilherme

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  2. Guilherme, este será o tema da minha dissertação e publiquei oresumo dela. Creio que realmente faltou a adaptação ao meio... Abraços, Daniel

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